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O homem acha que pensa sem nem ao menos pensar

Um sujeito andando na contramão joga o carro contra outro de motocicleta. Acaba de acontecer ali na rua Pinheiro Machado, em Santiago. O cara do carro era um conhecido meu sem muito valor e agora com mais, porém negativos. O cara da moto era eu.

Esse tipo de atitude mostra que o homem é capaz de produzir máquinas maravilhosas, porém não sabe usá-las. Tome a tua cachaça na quantia que quiser e tente aparecer para as gurias como bem entender, mas tome consciência de que colocar outro organismo em risco é outra história.

Outro lembrete: ao usar uma máquina como potência pessoal tu não estás a usar tua força libidinal e sim dela. E, se a mulher que tu andas se agrada disso, arranje-lhe um carro, pois ela se interessa por isso e não por ti.

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Manhã com núvens

Nada melhor que uma manhã nublada pra acordar cedo e tomar uns mates. Sempre gostei muito da manhã, até mesmo quando eu a dormia inteira.

O agradável é até as 10 horas. Após isso cai num momento semelhante ao da tarde: entediante, quente, sonolento. Nada cai bem, nem o almoço.

Maravilha total abrir a janela e sentir o ar puro e fresco nas ventas. Acender um cigarro acompanhado do friozinho entre 7 e 8 da manhã.

Hoje eu acordei cedo num dia de folga.

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Eu Não Preciso de Cotas, Mas Há Quem Precise

Sempre defendo a liberdade de expressão e a magnífica oportunidade que temos de pensarmos individualmente (quando é possível, se for possível, é claro). Agora, do modo que tomo parte de defensor, exijo ser defendido, ou apenas entendido ou respeitado. Claro que cabem críticas, tecnologia que nos deixa um passo a frente das máquinas.

O título é para chamar mesmo a atenção. Antes que me digam que eu não preciso de cotas raciais em vestibulares por ser branco e mais uns monte de blá blá blá. Em primeiro lugar, falar em algo racial é complicado. Assim, estamos falando de raça. Alguma pessoa que está a ler este texto, por ventura, não é da raça humana? Então, é claro que deixamos de lado um problema de racismo para conversarmos sobre um problema de cor.

Nós, homens, raça humana, multicolores, desde que nos conhecemos como seres pensantes (até por ali) nos damos por liberdade de fazer diferenciações. Possivelmente influenciados pelas dicotomias do capitalismo, mas isso é uma conversa para outra hora. Voltando: Diferenciamos classe, grau, gênero e cor. Vejamos, somos diferenciadores e diferenciados, afinal, somos também construtores e construtos dos nossos sistemas.

Já tendo citado algumas ideias para nos introduzir ao contexto, cito: Há um tempo atrás, cerca de uns 3 ou 4 anos, lembro de ter lido o nome de uma comunidade em uma rede social que me fez notar e pensar (ainda bem) como alguns membros da raça humana constroem ideias, ou formas de existência. O título da tal comunidade era: “Eu Não Preciso de Cotas, e Você?”. Uma boa forma de chamar uma comunidade com muitas pessoas de cor branca e talvez com oportunidades ímpares na qualidade estudantil.

Para que o Brasil não tenha tal sistema de cotas, é necessário admitir que estaremos tentando construir um país ideal. Ideal como aquilo que não alcançaremos. Quero dizer, onde está o Brasil sem diferenciação de cor? E, onde está o Brasil que oferece a mesma qualidade de ensino para todos os seus habitantes? Para quem não entendeu, aqui estou me referindo as diferenças entre escolas públicas e particulares, pública e pública e particular e particular. E, acima de tudo a todos aqueles cursinhos que antecedem o vestibular.

Também posso afirmar aqui que ninguém é prejudicado, tendo em vista que na competição (no caso o vestibular) ocorre com duplicidade, ou seja, os que participam das cotas só disputam com esse grupo e o restante da mesma forma. Desse modo, é falso dizer que um estudante com maior escore perde a vaga para um com menor escore por critério de cor.

E, se as cotas são consideradas discriminações partindo do Estado, então devemos considerar como tal tudo que diferencie alguns de outros, como incentivos fiscais, atendimentos prioritários, descontos estudantis, entre outros.

Espero ter chegado onde queria chegar.

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Matt mete respeito

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Matt Sorum, aquele que tocou bateria no Guns N’ Roses ali por 91, afirmou que está encabeçando um filme biográfico da banda. Diz ele que o maior problema são os direitos autorais, que complicam tudo. E ainda, pra empatar mais um pouco, ainda existe a resistência de Axl Rose em participar de qualquer evento que relembre as antigas formações (mas tocar as músicas ele se anima).

O sujeito ainda meteu o pau em Hollywood, e eu concordo com ele: “Se você pensar nos filmes sobre rock and roll, eles nunca são bem feitos. Os únicos que achei decentes foram “The Doors” e “Walk The Line” (Johnny e June), sobre Johnny Cash. Qualquer outro de rock tradicional, como o “Rock Star” com Mark Wahlberg, parecem bobos”. Não tem como lhe dar razão.

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Lagoa Dos Barros

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Há alguns dias fui pras bandas de Tramandaí dar um vistaço no oceano Atlântico. Percorrendo a freeway, principal rodovia de acesso ao litoral gaúcho, vi uma aguada imensa  entre Osório e Santo Antônio da Patrulha que era costeada pela estrada por cerca de 15 km. A primeira coisa a me chamar a atenção foi o tamanho da lagoa. No entanto, o que mais me deixou curioso foi não ver barcos navegando naquelas águas. Depois de provocado, me atinei a dar uma pesquisada pra saber que aquelas águas representam.

Fiquei sabendo de várias histórias sobre aquela imensidão aquática. Lendas sobre fantasmas, ninfas que cavalgam em cavalos brancos, extraterrestres, lobisomem que habita as margens, redemuínhos no centro da lagoa, e até que a lagoa não tem fundo.

A mais famosa história ligada a Lagoa dos Barros fala de um caso passional. A lenda surgiu de um caso real: Na década de 30, uma moça de nome Maria Luiza, de Porto Alegre, foi morta pelo seu noivo, que, como requinte de crueldade, a teria enforcado com o próprio véu. Segundo crenças: Os dois voltavam da festa de casamento, e ao passar pela lagoa, talvez possuído pelos maus espíritos que rondam o local, ele a estuprou e tirou sua vida. Após, amarrou uma pesada pedra no corpo da defunta e a jogou na lagoa.

O pessoal da região crê na hipótese do fantasma de Maria Luiza aparecer no meio da estrada pedindo carona atrás de vingança por seu assassinato. A lenda diz que, ao conseguir a carona, a noiva se evapora no ar no meio da viagem.

Agora, deixando de lado superstições, durante o mesmo ocorrido com a noiva, foram chamados mergulhadores para tentar encontrar o corpo. Porém, mesmo abordando um lado mais científico a lagoa tem uma carga de mistério fortíssima. Digo isso pelo fato de os mergulhadores não terem conseguido achar o fundo da lagoa. Claro que ele tem fundo, mas o estranho que me refiro aqui é referente a questão da profundidade daquelas águas.

Alguns especialistas e até mesmo pessoas do senso-comum criaram a teoria, sem nenhuma comprovação, de que a lagoa e a oceano possuem uma ligação subterrânea. O que me faz entender a situação de profundidade e também a explicação do desaparecimento de tantos navios e pessoas que nunca mais foram encontrados.

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Prosa Curta e Grossa

O governo, se dizendo o progresso, quer construir uma hidrelétrica na região Xingu, assim como já construiu diversas outras coisas em distintos lugares. O progresso está aí, para ser aprovado ou não.

O motivo que me faz pensar apareceu ao ver reclamações que surgem por todo o Brasil. Quero dizer, comentários na internet não criam vírus em patrolas e retroescavadeiras.

A minha linha de raciocínio aqui é referente a questão do nosso país estar entregue as traças. O território nacional está tomado por bagaceiras que nos detonam. Agora, não me refiro a políticos que só defendem os seus interesses ou apenas o interesses de meia dúzia. Os errados que me refiro somos nós, o povo.

A ladroagem corre frouxa nas capitais (dos estados, do país) por que o povo deixa. Veja bem: Tirando como exemplo a Argentina, se algo não agrada o povo, este parte pras ruas em busca de seus direitos.  Estamos nas mãos dos grandes. Quero o Brasil com caras pintadas! Não o Brasil com caras escondidas!

Agora, só falta os caras (isso inclui eu, é claro) fazer um panelaço e pedir pra Tramontina nos patrocinar.

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Me perguntes onde fica o Alegrete

O segundo fim de semana do mês foi massa. Pra começar a maratona de viagens que eu e Joci estamos fazendo em Outubro, chegamos à Alegrete. Eu nunca tinha colocado meus pés naquela cidade, no máximo passei uma vez no trevo em direção a Santa’na do Livramento.

Na estrada, a polícia mostrou serviço duas vezes. Agora, o responsável pela manutenção da estrada não tanto.

Fui alertado antes de partir pra Alegrete sobre a decepção que poderia me causar. Coisa que não vingou. Na verdade, a cidade despertou em mim um sentimento muito bom. Me senti em casa e me senti como um turista, duas sensações maravilhosas.

Agora, se me perguntam onde fica o Alegrete, respondo: Fica pra lá do Ibicuí e pra cá de Uruguaiana.

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