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O homem acha que pensa sem nem ao menos pensar

Um sujeito andando na contramão joga o carro contra outro de motocicleta. Acaba de acontecer ali na rua Pinheiro Machado, em Santiago. O cara do carro era um conhecido meu sem muito valor e agora com mais, porém negativos. O cara da moto era eu.

Esse tipo de atitude mostra que o homem é capaz de produzir máquinas maravilhosas, porém não sabe usá-las. Tome a tua cachaça na quantia que quiser e tente aparecer para as gurias como bem entender, mas tome consciência de que colocar outro organismo em risco é outra história.

Outro lembrete: ao usar uma máquina como potência pessoal tu não estás a usar tua força libidinal e sim dela. E, se a mulher que tu andas se agrada disso, arranje-lhe um carro, pois ela se interessa por isso e não por ti.

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Lagoa Dos Barros

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Há alguns dias fui pras bandas de Tramandaí dar um vistaço no oceano Atlântico. Percorrendo a freeway, principal rodovia de acesso ao litoral gaúcho, vi uma aguada imensa  entre Osório e Santo Antônio da Patrulha que era costeada pela estrada por cerca de 15 km. A primeira coisa a me chamar a atenção foi o tamanho da lagoa. No entanto, o que mais me deixou curioso foi não ver barcos navegando naquelas águas. Depois de provocado, me atinei a dar uma pesquisada pra saber que aquelas águas representam.

Fiquei sabendo de várias histórias sobre aquela imensidão aquática. Lendas sobre fantasmas, ninfas que cavalgam em cavalos brancos, extraterrestres, lobisomem que habita as margens, redemuínhos no centro da lagoa, e até que a lagoa não tem fundo.

A mais famosa história ligada a Lagoa dos Barros fala de um caso passional. A lenda surgiu de um caso real: Na década de 30, uma moça de nome Maria Luiza, de Porto Alegre, foi morta pelo seu noivo, que, como requinte de crueldade, a teria enforcado com o próprio véu. Segundo crenças: Os dois voltavam da festa de casamento, e ao passar pela lagoa, talvez possuído pelos maus espíritos que rondam o local, ele a estuprou e tirou sua vida. Após, amarrou uma pesada pedra no corpo da defunta e a jogou na lagoa.

O pessoal da região crê na hipótese do fantasma de Maria Luiza aparecer no meio da estrada pedindo carona atrás de vingança por seu assassinato. A lenda diz que, ao conseguir a carona, a noiva se evapora no ar no meio da viagem.

Agora, deixando de lado superstições, durante o mesmo ocorrido com a noiva, foram chamados mergulhadores para tentar encontrar o corpo. Porém, mesmo abordando um lado mais científico a lagoa tem uma carga de mistério fortíssima. Digo isso pelo fato de os mergulhadores não terem conseguido achar o fundo da lagoa. Claro que ele tem fundo, mas o estranho que me refiro aqui é referente a questão da profundidade daquelas águas.

Alguns especialistas e até mesmo pessoas do senso-comum criaram a teoria, sem nenhuma comprovação, de que a lagoa e a oceano possuem uma ligação subterrânea. O que me faz entender a situação de profundidade e também a explicação do desaparecimento de tantos navios e pessoas que nunca mais foram encontrados.

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Granado com Guevara pela América do Sul

Alberto e Che durante viagem, na juventude (reparem: Granado de bombacha)

Alberto Granado foi o companheiro de Ernesto Guevara em uma viagem pela América Latina em 1952. Percorreram 10 mil quilômetros a bordo de uma antiga motocicleta inglesa de Alberto (Norton de 500 cc), batizada de “La Poderosa II” em homenagem a uma velha bicicleta da sua juventude, “La Poderosa”.

Esse deslocamento, além do mais, é a responsável pela transformação de Ernesto em Che, pois comenta-se que a viagem despertou em Guevara uma inquietude social que, segundo se conta, o levou a se envolver anos mais tarde na guerrilha de Fidel Castro.

Guevara e Granado lidando com a Poderosa

O filme “Diários de Motocicleta”, dirigido por Walter Salles, se baseia em parte no livro de memórias de Granado “Com Che pela América do Sul”.

Aliás, hoje seria comemorado o aniversário de 89 anos de Granado, se ele não tivesse morrido no dia 5 de março deste ano.

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Ogro

Capa do primeiro disco

Ogro é uma banda uruguaia da cidade Rivera. Executa um folk metal instrumental com influência de música celta e escandinava. Segundo seu único integrante, Svart (ex-líder da Trollhorn), a temática conta com lendas de gnomos, duendes e  ogros nas terras da América do Sul.

Como já mensionado, o projeto foi encabeçado e é mantido por um único membro, o qual é responsável pelo manuseio de todos os instrumentos. Entre eles: Bateria, guitarra, baixo, violino, gaita e flauta.

Em julho deste ano o homem vai lançar o seu primeiro trabalho, cujo nome é “Duendes”. Eu já deixo claro que estou louco para escutar o álbum inteiro.

Eu, Svart e meu óculos de lentes sujas.

Aliás, eu e Svart somos amigos a um bom tempo. Nos conhecemos em minhas andanças pela fronteira com o Uruguai e desbravamentos Uruguai a dentro. Além disso, dividimos o palco uma ou duas vezes. Eu com a Anlis e ele com a Trollhorn.

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Viagem à Frederico Westphalen

Na madrugada de sábado, dia 4, fui visitar a terra dos Milani’s, também conhecida como Frederico Westphalen. Fui acompanhado e acompanhante da Jô e meu amigo/irmão Marcus Vinícius. Saímos de Santiago por volta da meia noite e chegamos por volta das 4 da manhã, quando fomos esperados por Melissa e Alisson.

Frederico, para os outros, surgiu com os primeiros carreteiros. Numa das viagens entre Iraí e Seberi, um barril de cachaça caiu da carroça, se danificando. Aí, o carreteiro responsável pela carga teve a ideia de colocá-lo de boca para baixo sobre uma fonte, abaixo de uma sombra, introduzindo uma taquara no orifício lateral. Assim, o lugarejo tornou-se um ponto de descanso e encontro que foi crescendo na selva do Vale do Alto Uruguai, e passou a chamar-se simplesmente “Barril”, nome que permaneceu por anos. Mais tarde, pelo Decreto 30, do Prefeito de Palmeira das Missões, por decisão de uma assembleia de moradores, foi fixado o nome de Vila Frederico Westphalen, homenageando o Engenheiro que colonizou a região sob o comando do Governo do Estado.

Frederico, para mim, surgiu quando minha avó saiu de Ijuí e voltou a morar na cidade que deu origem a meu pai e seus irmãos. Eu devia ter uns 10 anos. Meu pai e todos os meus tios nasceram e se criaram por ali. Essa produção de filhos misturou os sangues Guerra (por parte de vó) e Milani (por parte de vô). A primeira cidade que conheci bastante, além de Santiago, foi Frederico. As minhas viagens adolescentes, foram à Frederico. A cidade que conta a história dos meus ancestrais paternos, é Frederico. A primeira cidade em que sofri um assalto, foi Frederico. A primeira vez que achei 50 reais, foi em Frederico. Minha primeira paixão adolescente, foi em Frederico.

Rua com o nome do meu bisavô, em Frederico Westphalen.

Aliás, Frederico Westphalen é a zona norte de Mahmejor.

 

Foto (vista aérea): Retirada do site da prefeitura de Frederico Westphalen.

Foto (rua Arthur Milani): Luiz Paulo Milani.

Fonte: Minhas memórias.

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