O homem acha que pensa sem nem ao menos pensar

Um sujeito andando na contramão joga o carro contra outro de motocicleta. Acaba de acontecer ali na rua Pinheiro Machado, em Santiago. O cara do carro era um conhecido meu sem muito valor e agora com mais, porém negativos. O cara da moto era eu.

Esse tipo de atitude mostra que o homem é capaz de produzir máquinas maravilhosas, porém não sabe usá-las. Tome a tua cachaça na quantia que quiser e tente aparecer para as gurias como bem entender, mas tome consciência de que colocar outro organismo em risco é outra história.

Outro lembrete: ao usar uma máquina como potência pessoal tu não estás a usar tua força libidinal e sim dela. E, se a mulher que tu andas se agrada disso, arranje-lhe um carro, pois ela se interessa por isso e não por ti.

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Caso sobre nada

Num dia desses a guria chegou em casa e foi reto ao quarto. A família ficou preocupada. Pensaram em doença, mal de amor, indignação.

Após um convite para o jantar recusado, a mãe entrou no quarto cheia de indagações. Todas as perguntas foram negativadas, até que a genitora questionou firmemente, obrigando a filha a dar a resposta: “Não é nada”. A mãe espraguejou e saiu do quarto em direção à cozinha. Não havia reparado que o nada que era o problema.

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Evil Dead Contemporâneo

A vontade de manter os elementos do clássico trash-cult original em cena é latente. Se bem que  já era de se esperar com Sam Raimi, diretor da trilogia original, trabalhando como produtor.  A direção é de Fede Alvarez, um uruguaio que produziu o premiado curta Ataque de Pânico!. O elenco conta com um monte de gente desconhecida.

Sobre a história, quem não conhece teria diversão em ir atrás do original, já que parece que alguns fatos vão mudar, porém as cenas vão se repetir. O grande diferencial da produção atual é o alto investimento financeiro.

Minha grande preocupação é com a adoração (temporária, claro) pelo novo filme e o esquecimento do antigo, tal como foi com o Massacre da Serra Elétrica.

Abaixo segue o primeiro trailer de Evil Dead contemporâneo:

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Manhã com núvens

Nada melhor que uma manhã nublada pra acordar cedo e tomar uns mates. Sempre gostei muito da manhã, até mesmo quando eu a dormia inteira.

O agradável é até as 10 horas. Após isso cai num momento semelhante ao da tarde: entediante, quente, sonolento. Nada cai bem, nem o almoço.

Maravilha total abrir a janela e sentir o ar puro e fresco nas ventas. Acender um cigarro acompanhado do friozinho entre 7 e 8 da manhã.

Hoje eu acordei cedo num dia de folga.

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Eu Não Preciso de Cotas, Mas Há Quem Precise

Sempre defendo a liberdade de expressão e a magnífica oportunidade que temos de pensarmos individualmente (quando é possível, se for possível, é claro). Agora, do modo que tomo parte de defensor, exijo ser defendido, ou apenas entendido ou respeitado. Claro que cabem críticas, tecnologia que nos deixa um passo a frente das máquinas.

O título é para chamar mesmo a atenção. Antes que me digam que eu não preciso de cotas raciais em vestibulares por ser branco e mais uns monte de blá blá blá. Em primeiro lugar, falar em algo racial é complicado. Assim, estamos falando de raça. Alguma pessoa que está a ler este texto, por ventura, não é da raça humana? Então, é claro que deixamos de lado um problema de racismo para conversarmos sobre um problema de cor.

Nós, homens, raça humana, multicolores, desde que nos conhecemos como seres pensantes (até por ali) nos damos por liberdade de fazer diferenciações. Possivelmente influenciados pelas dicotomias do capitalismo, mas isso é uma conversa para outra hora. Voltando: Diferenciamos classe, grau, gênero e cor. Vejamos, somos diferenciadores e diferenciados, afinal, somos também construtores e construtos dos nossos sistemas.

Já tendo citado algumas ideias para nos introduzir ao contexto, cito: Há um tempo atrás, cerca de uns 3 ou 4 anos, lembro de ter lido o nome de uma comunidade em uma rede social que me fez notar e pensar (ainda bem) como alguns membros da raça humana constroem ideias, ou formas de existência. O título da tal comunidade era: “Eu Não Preciso de Cotas, e Você?”. Uma boa forma de chamar uma comunidade com muitas pessoas de cor branca e talvez com oportunidades ímpares na qualidade estudantil.

Para que o Brasil não tenha tal sistema de cotas, é necessário admitir que estaremos tentando construir um país ideal. Ideal como aquilo que não alcançaremos. Quero dizer, onde está o Brasil sem diferenciação de cor? E, onde está o Brasil que oferece a mesma qualidade de ensino para todos os seus habitantes? Para quem não entendeu, aqui estou me referindo as diferenças entre escolas públicas e particulares, pública e pública e particular e particular. E, acima de tudo a todos aqueles cursinhos que antecedem o vestibular.

Também posso afirmar aqui que ninguém é prejudicado, tendo em vista que na competição (no caso o vestibular) ocorre com duplicidade, ou seja, os que participam das cotas só disputam com esse grupo e o restante da mesma forma. Desse modo, é falso dizer que um estudante com maior escore perde a vaga para um com menor escore por critério de cor.

E, se as cotas são consideradas discriminações partindo do Estado, então devemos considerar como tal tudo que diferencie alguns de outros, como incentivos fiscais, atendimentos prioritários, descontos estudantis, entre outros.

Espero ter chegado onde queria chegar.

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Um ano de critérios

Eu estava dando uma olhada em algumas postagens antigas e me dei conta que nesse mês completou um ano de existência do blog. Bom, mas isso. Parabéns a ele.

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Anathema: Weather Systems

O Anathema lançou em abril do corrente ano o disco Weather Systems, para suceder We’re Here Because We’re Here lançado em 2010. Na internet, li algo onde constava uma declaração de Daniel Cavanagh: “Não estamos fazendo música para festas. Nossa música é para levar o ouvinte longe, levá-los ao fundo da alma, onde tudo é profundo e frio”. Genial!

O disco foi gravado em Liverpool, País De Gales e Oslo, e produzido pelo próprio Daniel Cavanagh. Quanto a minha opinião sobre as novas músicas, fico devendo um parecer a fundo, pois ainda estou escutando o álbum pela primeira vez.

Além do lançamento, a banda inaugura um novo tecladista: O português Daniel Cardoso, que participou das gravações do disco de Anneke Van Giersbergen como baixista, guitarrista e produtor.

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